IA em pneumologia: a assistência eleva a AUC da radiografia de tórax para 0.840 em ensaio randomizado, sem mudar decisões clínicas

Zenodo 2026 · 1 min de leitura
AUC na radiografia de tórax com assistência de IA
0.840
Ensaio randomizado com 323 pacientes ambulatoriais lidos por não radiologistas; 0.718 sem IA; sem mudança significativa nas decisões clínicas
AUC interna · anormalidade pulmonar e TB no Brasil
0.94
Validação retrospectiva; desfechos clínicos e implantação de rotina não avaliados
Sensibilidade da detecção assistida de TB em crianças brasileiras
52%
179 pacientes de 0 a 14 anos frente à confirmação microbiológica; a OMS não recomenda esse rastreamento em menores de 15 anos

Whitepaper da Arkangel AI: uma revisão de 27 fontes aponta a imagem torácica e o rastreamento de TB em adultos como o mais sólido; há pouca evidência regional.

Este whitepaper da Arkangel AI revisa o que a IA consegue fazer hoje em pneumologia e saúde respiratória, o que ainda não pode prometer, e propõe uma agenda de validação para a América Latina. É uma síntese narrativa rápida de 27 fontes, obtidas por buscas no PubMed/MEDLINE, Crossref, OMS, OPAS e SciELO realizadas em 22 de julho de 2026, que cobre seis domínios: imagem torácica e nódulos, rastreamento de tuberculose, função pulmonar e doenças obstrutivas, doença pulmonar intersticial, sono e procedimentos, e predição e monitoramento. Cada domínio é classificado da discriminação retrospectiva até a implementação de rotina.

A evidência mais sólida é a da radiografia e da tomografia de tórax. Em um ensaio randomizado com 323 pacientes de ambulatórios respiratórios, a assistência de IA elevou a AUC por radiografia de médicos não radiologistas de 0.718 para 0.840, mas as decisões clínicas não mudaram de forma significativa. No Brasil, uma validação retrospectiva relatou AUC internas de 0.94 para anormalidade pulmonar e tuberculose, e um estudo de rastreamento de câncer de pulmão com 779 tomografias relatou 92.5% de sensibilidade e 97.8% de valor preditivo negativo, junto com 78.5% de especificidade, 50% de valor preditivo positivo e nódulos não detectados. A OMS endossa a detecção de TB assistida por computador em radiografias de tórax para pessoas de 15 anos ou mais, mas um estudo pediátrico brasileiro encontrou sensibilidade de 52% frente à confirmação microbiológica. Em DPOC, asma, doença intersticial, apneia do sono e predição de eventos predominam os estudos retrospectivos, e a evidência latino-americana direta foi escassa e concentrada no Brasil. O documento é um whitepaper, não revisado por pares nem uma revisão sistemática; todos os autores são vinculados à Arkangel AI, e a evidência citada não avalia produtos da Arkangel.

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Dados: Ensaio randomizado com 323 pacientes ambulatoriais lidos por não radiologistas; 0.718 sem IA; sem mudança significativa nas decisões clínicas · Validação retrospectiva; desfechos clínicos e implantação de rotina não avaliados · 179 pacientes de 0 a 14 anos frente à confirmação microbiológica; a OMS não recomenda esse rastreamento em menores de 15 anos — Zenodo 2026

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AUC na radiografia de tórax com assistência de IA0.840Ensaio randomizado com 323 pacientes ambulatoriais lidos por não radiologistas; 0.718 sem IA; sem mudança significativa nas decisões clínicas
AUC interna · anormalidade pulmonar e TB no Brasil0.94Validação retrospectiva; desfechos clínicos e implantação de rotina não avaliados
Sensibilidade da detecção assistida de TB em crianças brasileiras52%179 pacientes de 0 a 14 anos frente à confirmação microbiológica; a OMS não recomenda esse rastreamento em menores de 15 anos

Como citar

Katherine Monsalve, Natalia Castaño-Villegas, Jose Zea, Laura Velásquez. Artificial intelligence in pulmonology and respiratory health current capabilities, limitations, and a validation agenda for Latin America. Zenodo. 2026. https://doi.org/10.5281/zenodo.23088892

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