Entrada e classificação de casos
Ler notificações em texto livre, extrair o medicamento suspeito e a reação, e ordenar a fila para que a equipe revise primeiro o que é urgente.
Guia educativo · Brasil
A IA na farmacovigilância ajuda a classificar notificações de eventos adversos, priorizá-las por gravidade e detectar sinais para revisão humana. No Brasil, o detentor de registro continua responsável pelas Boas Práticas de Farmacovigilância da RDC 406/2020 e pelo envio ao VigiMed; o modelo apoia, e um profissional avalia cada caso.
Guia educativo. A Arkangel AI não oferece um sistema de farmacovigilância e ainda não comercializa soluções no Brasil: hoje atuamos no México, na Colômbia e no Peru. Este guia explica as regras e onde as perguntas de médicos se relacionam com a farmacovigilância.
O documento de reflexão da EMA sobre IA cita a gestão de notificações de eventos adversos, sua classificação e pontuação de gravidade, e a detecção de sinais. O CIOMS trata a IA como apoio ao especialista, não como substituto.
Ler notificações em texto livre, extrair o medicamento suspeito e a reação, e ordenar a fila para que a equipe revise primeiro o que é urgente.
Sugerir termos do MedDRA para eventos e do WHODrug para medicamentos, os dicionários que a RDC 967/2025 exige nas notificações ao VigiMed. Um profissional confirma.
Agrupar notificações parecidas e destacar padrões novos para o comitê de segurança, que decide se há um sinal e o que fazer.
Apoiar a revisão de publicações e de outras fontes que o detentor deve monitorar. A avaliação de causalidade continua com um profissional.
Não encontramos uma norma da ANVISA específica sobre IA na farmacovigilância. As regras de notificação valem com ou sem IA, e os marcos de referência para IA vêm da EMA, da FDA, do CIOMS e do ICH.
A RDC 406/2020 dispõe sobre as Boas Práticas de Farmacovigilância para detentores de registro de medicamento de uso humano. A RDC 967/2025 exige o envio pelo VigiMed no padrão ICH E2B(R3), com MedDRA e WHODrug.
Texto da RDC 967/2025A EMA indica que o detentor do registro deve validar, monitorar e documentar o desempenho do modelo e incluir suas operações no sistema de farmacovigilância (documento adotado em setembro de 2024).
Documento da EMAO grupo de trabalho XIV do CIOMS publicou seu relatório sobre IA na farmacovigilância em 4 de dezembro de 2025. Alerta que automatizar só por eficiência pode tirar o valor do especialista em cada caso.
CIOMS grupo XIVPelo ICH E2D, um caso precisa de quatro elementos mínimos: notificador identificável, paciente identificável, reação adversa e produto suspeito. A IA não muda essa regra.
Guia ICH E2DNo Brasil, a referência é a ANVISA. Para comparar, listamos também as agências que publicaram orientações sobre IA.
| Autoridade | País | O que publica |
|---|---|---|
| ANVISA | Brasil | Página de farmacovigilância da agência, com normas e orientações. Site oficial |
| ANVISA · VigiMed | Brasil | Sistema eletrônico de notificação. Os detentores de registro enviam as notificações no padrão ICH E2B(R3), pela interface manual ou por arquivos XML. Site oficial |
| EMA | União Europeia | Marco europeu de farmacovigilância e boas práticas (GVP). Site oficial |
| FDA | Estados Unidos | FAERS, a base de dados de notificações de eventos adversos. Site oficial |
| OMS · Uppsala Monitoring Centre | Global | VigiBase, a base mundial da OMS de notificações de possíveis efeitos adversos. Site oficial |
O Arkangel Insights mostra sinais agregados e anonimizados das perguntas clínicas reais de médicos na Colômbia, no Peru, no México e no Equador, por molécula, especialidade, área terapêutica e país. Ainda não inclui o Brasil. É inteligência médica, não farmacovigilância.
Se uma pergunta frequente trata de um efeito adverso ou de uma interação, Medical Affairs pode usá-la para revisar materiais, treinamentos ou mensagens de segurança. Mas um sinal agregado não é um caso: não tem paciente nem notificador identificáveis, que o ICH E2D exige. Qualquer informação de segurança concreta que chegue à empresa por qualquer canal é avaliada pela equipe de farmacovigilância, com seus próprios procedimentos.
É o uso de modelos de inteligência artificial para apoiar tarefas de farmacovigilância: classificar notificações de eventos adversos, priorizá-las por gravidade, sugerir códigos do MedDRA, agrupar notificações parecidas e revisar literatura. O detentor de registro valida e documenta o modelo, e um profissional continua avaliando cada caso, sua causalidade e sua notificação.
A RDC 406/2020 define as Boas Práticas de Farmacovigilância para detentores de registro de medicamento de uso humano. A RDC 967/2025, publicada no DOU em 20 de março de 2025 com vigência 365 dias depois, exige notificar pelo VigiMed no padrão ICH E2B(R3), com MedDRA para eventos e WHODrug para medicamentos.
Não. A Arkangel AI não recebe, codifica nem notifica casos e não avalia causalidade. Também ainda não comercializa soluções no Brasil: hoje atua no México, na Colômbia e no Peru. Este guia é educativo; para acompanhar novidades, assine a newsletter ou fale com a equipe sobre o futuro no Brasil.
Não. Sinais agregados e anonimizados não têm paciente nem notificador identificáveis, e o ICH E2D exige esses dois elementos, além da reação e do produto suspeito, para que exista um caso. Se a empresa souber de um caso concreto por qualquer canal, a equipe de farmacovigilância o avalia conforme seus procedimentos.
A EMA pede que o detentor valide, monitore e documente o desempenho do modelo dentro do sistema de farmacovigilância. A FDA propõe, em um rascunho de 2025, avaliar a credibilidade do modelo conforme o contexto de uso. O CIOMS insiste em manter um especialista humano na avaliação de cada caso.
Hoje atuamos no México, na Colômbia e no Peru. No Brasil, ainda não comercializamos soluções para a indústria farmacêutica: receba nossos guias e novidades pela newsletter ou fale com a gente.
Última verificação: . Conteúdo informativo para equipes da indústria farmacêutica. Não substitui a norma vigente da ANVISA nem a assessoria regulatória.