Para vocêPara empresas
EntrarConsulta gratuita
  1. Início
  2. /
  3. CID-10

Guia de codificação

CID-10: o que é e como buscar um código de diagnóstico

A CID-10 é a décima revisão da Classificação Internacional de Doenças da OMS: atribui a cada diagnóstico um código alfanumérico, como E11 para o diabetes mellitus tipo 2. Para buscar um código, use a versão em português do DATASUS ou o navegador da OMS e confirme o código no prontuário do paciente.

Este guia não publica tabelas de códigos. Para consultar ou validar um código, use sempre a fonte oficial vigente indicada mais abaixo.

O que é a CID-10?

A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, décima revisão (CID-10), é o padrão da Organização Mundial da Saúde (OMS) para registrar diagnósticos, motivos de atendimento e causas de morte de forma comparável entre instituições e países. A última versão publicada pela OMS é a de 2019.

No Brasil, a CID-10 aparece no prontuário, nas declarações de óbito, nos sistemas de informação do SUS, nos atestados e nas contas enviadas às operadoras de planos de saúde. A versão em português é mantida pelo Ministério da Saúde, que desde 2023 é Centro Colaborador da OMS para a Família de Classificações Internacionais em Português. Um código mal atribuído afeta todos esses usos ao mesmo tempo.

Como é estruturado um código CID-10?

A CID-10 está organizada em 22 capítulos, agrupados por sistema do corpo ou tipo de problema de saúde: doenças infecciosas, neoplasias, doenças do aparelho circulatório ou causas externas, entre outros. Cada capítulo se divide em agrupamentos de categorias relacionadas.

Categoria: uma letra e dois dígitos

Os três primeiros caracteres definem a categoria, por exemplo E11 (diabetes mellitus não insulinodependente, ou tipo 2). A letra indica o capítulo ao qual o código pertence.

Subcategoria: um quarto caractere

Depois do ponto, um quarto caractere acrescenta especificidade, por exemplo E11.2 (com complicações renais). Em alguns arquivos e sistemas nacionais, como as tabelas do DATASUS, o código aparece sem ponto (E112).

Três volumes

A lista tabular (volume 1) traz os códigos com as notas de inclusão e exclusão; o volume 2 é o manual de instruções com as regras de codificação; o volume 3 é o índice alfabético. Busca-se no índice e confirma-se na lista tabular.

CID-10, CID-10-CM e CID-11: qual a diferença?

As três têm a mesma origem, mas não são intercambiáveis. Antes de buscar um código, confirme qual versão o sistema de informação ou a operadora exige.

CID-10 (OMS)
Versão internacional da OMS, com códigos de três ou quatro caracteres. É a base da codificação de diagnósticos no Brasil, em versão traduzida para o português.
CID-10-CM (Estados Unidos)
Modificação clínica dos EUA, mantida pelo CDC/NCHS e publicada pelo CMS. Usa códigos de até sete caracteres, com lateralidade e tipo de atendimento. Muitos códigos existem só nessa versão e não servem para os sistemas brasileiros.
CID-11 (OMS)
Revisão vigente da OMS desde 1º de janeiro de 2022, pensada para registros eletrônicos. Tem outra estrutura e outros códigos (por exemplo, 5A11 para o diabetes mellitus tipo 2). A versão em português está no site da OMS desde fevereiro de 2024.
Se você precisa de códigos CID-10-CM dos EUA, use nosso buscador ICD-10-CM (em inglês).

Brasil: transição para a CID-11

Situação verificada em 12 de outubro de 2026

A Nota Técnica nº 91/2024-CGIAE/DAENT/SVSA/MS, de 26 de dezembro de 2024, adiou para janeiro de 2027 o início do uso da CID-11 nos sistemas de informação da vigilância em saúde, de forma gradual, para preservar as séries históricas; a data anterior era 1º de janeiro de 2025. Até a transição, a CID-10 segue como referência. Confira o cronograma vigente do Ministério da Saúde antes de alterar seus sistemas.

Nota Técnica nº 91/2024-CGIAE/DAENT/SVSA/MS (Ministério da Saúde)

Saúde suplementar e outros países

Na saúde suplementar, a troca de informações entre operadoras e prestadores segue o padrão TISS da ANS; acompanhe as versões do padrão para saber quando a CID-11 passa a ser aceita. Portugal e outros países lusófonos têm cronogramas próprios: confirme sempre a versão exigida pela autoridade de saúde do seu país.

Como buscar um código CID-10?

  1. 1

    Parta do diagnóstico documentado no prontuário, não de uma suspeita nem de um diagnóstico descartado.

  2. 2

    Procure o termo principal no índice alfabético ou em um buscador oficial.

  3. 3

    Confirme na lista tabular as notas de inclusão e exclusão e escolha o código mais específico que o prontuário sustenta.

  4. 4

    Verifique se o código existe na tabela exigida pelo seu sistema e se é coerente com a idade e o sexo do paciente.

Buscadores e fontes oficiais

  • CID-10 em português (DATASUS)

    Versão em português publicada pelo DATASUS, com capítulos, grupos, categorias e subcategorias, além de arquivos para download.

  • Navegador CID-10 da OMS (versão 2019, em inglês)

    Lista tabular oficial da OMS, com capítulos, agrupamentos, categorias e notas de inclusão e exclusão.

  • Navegador CID-11 da OMS (em português)

    Para consultar códigos da CID-11 e se preparar para a transição.

  • Centro Colaborador da OMS para a Família de Classificações Internacionais em Português (CC-BR-FIC)

    Plataforma do Ministério da Saúde com materiais sobre a CID-10, a tradução da CID-11 e capacitação.

Erros frequentes de codificação e seu impacto nas glosas

Códigos inespecíficos

Usar um código «não especificado» quando o prontuário documenta mais detalhes (complicações, localização ou gravidade) subestima a complexidade do caso e enfraquece a justificativa dos serviços cobrados.

Diagnósticos descartados ou não confirmados

Codificar uma suspeita, um diagnóstico descartado ou um antecedente como se fosse uma condição atual gera achados de auditoria difíceis de defender.

Misturar versões

Registrar códigos da CID-10-CM dos EUA ou da CID-11 onde o sistema espera a CID-10 da OMS gera códigos inexistentes na tabela oficial e rejeições na validação.

Incoerência com idade ou sexo

Alguns códigos só se aplicam a certas faixas etárias ou a um sexo. Algumas tabelas oficiais trazem essas restrições, e os validadores as conferem.

Diagnóstico que não justifica o atendimento

Quando o diagnóstico registrado não explica os procedimentos, materiais, medicamentos ou diárias cobrados, a operadora pode glosar esses itens.

Na saúde suplementar, a operadora informa o motivo de cada glosa com um código da Tabela 38 (terminologia de mensagens) do padrão TISS da ANS, e o recurso de glosa é um dos processos de troca eletrônica obrigatória do padrão. Um diagnóstico bem codificado e sustentado no prontuário é a primeira defesa; se a glosa vier, o prestador pode recorrer.

Padrão TISS (ANS)Como fazer um recurso de glosa

Como a IA ajuda a codificar (com validação do codificador)

Uma ferramenta de IA para codificação lê a documentação clínica, identifica diagnósticos e sugere códigos candidatos junto ao trecho de texto que os sustenta. Funciona bem quando consulta o catálogo oficial da versão configurada e aplica as regras de codificação, em vez de «lembrar» códigos.

A Arkangel AI identifica diagnósticos candidatos e possíveis oportunidades não documentadas, cada um vinculado ao texto de origem, para que o codificador os valide contra o prontuário e as regras da operadora. A decisão final é sempre do codificador.

Ver IA para codificadoresLer: codificação CID-10 com IA

Perguntas frequentes sobre a CID-10

O que é a CID-10?

É a décima revisão da Classificação Internacional de Doenças da OMS. Atribui um código alfanumérico a cada diagnóstico, motivo de atendimento ou causa de morte, para registrá-los de forma comparável. No Brasil, é usada no prontuário, nas declarações de óbito, nos sistemas do SUS e nas contas da saúde suplementar, enquanto se prepara a transição para a CID-11.

Onde consultar códigos CID-10 de graça?

Em fontes oficiais: a versão em português da CID-10 publicada pelo DATASUS, o navegador da OMS (em inglês) e os materiais do Centro Colaborador da OMS no Ministério da Saúde. Antes de registrar um código, confirme-o no prontuário e verifique a versão exigida pelo sistema de informação ou pela operadora.

Qual a diferença entre a CID-10 e a CID-11?

A CID-11 é a revisão mais recente da OMS, vigente desde 2022. Tem estrutura diferente, códigos novos (por exemplo, 5A11 para o diabetes mellitus tipo 2) e foi pensada para registros eletrônicos. Os países a adotam de forma gradual, por isso durante a transição as duas versões convivem e os sistemas precisam ser adaptados.

Quando o Brasil passa a usar a CID-11?

A Nota Técnica nº 91/2024 do Ministério da Saúde adiou para janeiro de 2027 o início do uso da CID-11 nos sistemas de informação da vigilância em saúde, de forma gradual. Até lá, a CID-10 segue como referência. Confira o cronograma vigente do Ministério da Saúde e da ANS (situação verificada em outubro de 2026).

A IA pode ajudar a codificar na CID-10?

Sim, como apoio. A IA lê a documentação clínica e sugere códigos candidatos junto ao texto que os sustenta. A Arkangel AI identifica diagnósticos candidatos e oportunidades não documentadas para que o codificador os valide contra o prontuário e as regras da operadora. A decisão final é sempre do codificador, nunca da ferramenta.

Codifique com evidência e valide com sua equipe

A Arkangel AI está disponível na web e no WhatsApp. Ainda não comercializamos revisão de contas no Brasil; se a sua instituição quiser conversar sobre um piloto, fale com a gente.

Testar na webFale pelo WhatsAppFale com a gente sobre o piloto no Brasil

Guias relacionados

  • Recurso de glosa: guia e modelo
  • Auditoria de contas médicas
  • Segurança e conformidade
  • Guia da CIE-10 em espanhol
  • Guia da CIM-10 em francês

Fontes

  • CID-10 em português (DATASUS) — Versão em português publicada pelo DATASUS, com capítulos, grupos, categorias e subcategorias, além de arquivos para download.
  • Navegador CID-10 da OMS (versão 2019, em inglês) — Lista tabular oficial da OMS, com capítulos, agrupamentos, categorias e notas de inclusão e exclusão.
  • Navegador CID-11 da OMS (em português) — Para consultar códigos da CID-11 e se preparar para a transição.
  • Centro Colaborador da OMS para a Família de Classificações Internacionais em Português (CC-BR-FIC) — Plataforma do Ministério da Saúde com materiais sobre a CID-10, a tradução da CID-11 e capacitação.
  • Nota Técnica nº 91/2024-CGIAE/DAENT/SVSA/MS (Ministério da Saúde) — Cronograma de implantação da CID-11 nos sistemas de informação da vigilância em saúde.
  • Padrão TISS (ANS) — Componentes do padrão de troca de informações da saúde suplementar, incluindo a terminologia TUSS.

Última verificação: 2026-10-12. Conteúdo informativo. A Arkangel AI não publica tabelas de códigos CID; consulte sempre a classificação e as normas vigentes no seu país.

Ao continuar, você aceita os termos e a política de privacidade.

© 2026 Arkangel AI.

Empresa

SobrePreçosContatoPrivacidadeTermosSegurança e conformidade

Produto

IA para MédicosPesquisaCasos de UsoCalculadorasNovidades

Recursos

BlogAlternativa ao OpenEvidenceAlternativa ao UpToDateCalculadora de gotejamentoEquivalência de corticoidesPodcastUniversidadeWhatsAppNewsletterAfiliadosAvaliação de prontidão em IASistema de Design

Inteligência Aumentada